Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

OS FACTOS REPETEM-SE NA HISTÓRIA

Diz-se e com razão que os factos  se repetem na história, uma vez que todos os dias somos confrontados com situações que confirmam este velho adágio popular.

Assim sendo numa época em que muito se fala das arbitragens parece-nos oportuno transcrever um artigo publicado no livro "Subsídios para a História do Futebol em Évora" de Gil do Monte e retirado do Boletim do Juventude Sport Clube de Março de 1953 com o título "Problema da Arbitragem".

O seu conteúdo continua infelizmente actualizado passados que são mais de 55 anos, pelo que  nos resta  a esperança de  acreditarmos que de hoje a 55 anos estará  totalmente desactualizado.

 

O PROBLEMA DA ARBITRAGEM

É com pesar , que venho focar um dos muitos problemas do futebol, que há muito anseiam por uma solução satisfatória. Embora se venha constatando dia a dia as severíssimas medidas ultimamente adoptadas, pela Comissão Central de Árbitros - esse fantasma diabólico teima em persistir nos campos de jogos, para mal dos nossos pecados.

O futebol de antanho, limitava-se apenas às pugnas locais, sem que tivessem os revérberos da virilidade de hoje e do padrão clássico; ele, no entanto, satisfazia-nos, e ornava-se por vezes de pomposa beleza, em virtude da modalidade não estar ainda desvirtuada na sua prática, como também não continha o servil mercantilismo e o desejo infrene dos seus praticantes.

De tempos a tempos, o futebol eborense tinha cintilações esporádicas em resultados alcançados ante os grupos circunvizinhos, e mormente com o onze do Barreirense, que frequentemente se deslocava a esta cidade.

Estes encontros, convergiam, simplesmente para uma mais apurada técnica, como também contribuia para a sólida confraternização das massas populacionais desportivas, com quem reciprocamente se relacionavam.

Nesses remotos tempos do futebol de balizas às costas, já se notavam deficiências nas arbitragens, que, na própria ocasião dos prélios eram solicitadas entre os assistentes; e, no entanto, elas não agradavam nem a gregos nem a troianos.

Com a expansão e aperfeiçoamento do futebol, foram criados os torneios primeiramente, e os campeonatos depois; dos quais vieram a beneficiar as equipas de arbitragem, que passaram a ser remuneradas - o que redundou depois com o decorrer dos tempos em parcialidade descarada, devido aos interesses comuns dos contendores, para os quais as suas decisões em campo passaram a influir na classificação deste ou daquele agrupamento, favorecendo assim determinada zona, em prejuízo de uma outra.

Desde que haja, valores equilibrados, não só prejudica materialmente os clubes como ainda lhes torna difícil a sua permanência na prova, em virtude das injustiças praticadas dentro dos rectângulos, cortando desta forma, à nascença, as aspirações de que se haviam ornado os sectores, confiando cegamente na justa arbitragem.

Ora,  isto, dá-se actualmente, e com mais frequência mesmo , do que nunca; e, por todo o País perpassa esse sudário de anomalias, a pesar com os seus tentáculos sobre os pequenos que somente aspiram realizar um sonho.

É o árbitro, o responsável pelo bom ou mau espectáculo que vai dirigir, e por conseguinte, conforme for a sua actuação, assim o espectador assiste satisfeito ou não ao prélio que decorre no rectângulo.

Se o encontro é bem dirigido , os espectadores que gostam de ver bom futebol ficam radiantes por terem passado uma tarde inesquecível, e a alegria transparece-lhes nos rostos; se, pelo contrário, envereda pelas indecisões, marcação de supostas faltas, e havendo-as, outras vezes, marcando-as ao contrário, como é hábito ver-se dia a dia nos recintos de jogos.

As equipas de arbitragem também optaram, fazendo-se passar por imparciais, favorecendo geralmente o infractor; cortando a qualquer dos contendores, muitas vezes mesmo, um avanço esboçado e bem delineado.

O público, por sua vez, exalta-se e protesta, e com apupos e assobios, exterioriza o seu mau humor e descontentamento pelas irregularidades cometidas, e excedidas, até, pela desumanidade.

Os jogadores enervam-se, e daí em seguirem, muitas vezes, um futebol violento e perigoso, às margens da Lei.

É para isto que alguns juízes de campo esperam, para logo sancionarem sem delongas a expulsão, favorecendo esta ou aquela zona, como atrás digo; quando ele, e só ele, foi o maior culpado do sucedido, porque logo de início deveria ter-se imposto à consideração dos praticantes, com a devida justeza e saber, na condução da pugna.

Continua-se castigando, é verdade; mas, os deslizes sucedem-se em erupção por todo o País.

Quando terminará este estado de coisas?

Para bem do futebol nacional, urge, quanto antes, banir do seu seio este  maligno mal que, a passos agigantados, nos subverte numa hecatombe.

Évora, 18-2-953.

(Do "Boletim do Juventude Sport Clube" nº. 15 de Março de 1953)

 

Como comentário perguntamos se o mal é só do árbitro ou do reflexo de um conjunto de situações que tal como qualquer peça redonda não tem ponta por onde se pegue?.

Finalmente esperamos e desejamos que o Barco chegue um dia a  um Bom  Porto.

 

Armando Ribeiro

publicado por armandoribeiro às 15:45
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Paróquia de Santo Antão - Évora

Como antigo aluno Salesiano do Oratório Festivo de S. José de Évora, congratulo-me com o facto do Passeio-Peregrinação da Paróquia de Santo Antão a realizar de 18 a 25 de Julho de 2009 contemplar a visita às Instalações Salesianas de S. João Bosco em Turim.

Como complemento digo que este Passeio-Peregrinação à Suíça e ao Norte de Itália inclui também visita às Cidades de: Zurique, Luzern, Bern, Gstaad, Montreux, Genéve, Chamonix, Monte Blanc, Vale de Aosta, Turim, Como e Milan.

Armando Ribeiro

 

 

 

 

 

 

publicado por armandoribeiro às 18:31
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Notícias Juventude Sport Clube - Évora

Faz precisamente 16 anos no próximo dia 16, que na então Rádio Meridional ,hoje Rádio Telefonia do Alentejo, numa Segunda-Feira daquele Mês de Novembro surgiu no ar a Hora do Juventude que posteriormente se passou a denominar " A Hora dos 120 Minutos", com locução e apresentação de Manuel Alcario e Armando Ribeiro.

Passados cerca de uma dezena de anos por vários motivos (desde saúde a profissionais) a Hora dos 120 Minutos deixou o convívio dos seus ouvintes.

Dessas noites azuis de Segunda-Feira resta a saudade e, a recordação de variadas notícias e informações sobre o Juventude.

Contudo por que depois da tempestade vem a bonança apareceu o Helder Correia baseando-se nos seus conhecimentos com a ajuda das novas tecnologias a divulgar tudo o que se relaciona com o Juventude, pena que não se possa ouvir a sua característica voz para lhe dar maior realce e, valorizar ainda mais os blogs .

Por isso neste dia em que recordamos aquela data , em meu nome pessoal e do prof. Manuel Alcario o nosso obrigado muito sincero ao Helder Correia e seus colaboradores pelo serviço que está prestando ao Juventude, aos Juventudistas (Sócios e Simpatizantes) e a todos que consultam os blogs do popular Clube do Sanches de Miranda

 

Armando Ribeiro

.

 

 

 

publicado por armandoribeiro às 21:02
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